Com as audiências públicas para a "concessão do serviço de transporte coletivo e Plano de Mobilidade de Ribeirão Preto" em pauta, pergunta-se, aqui, sobre o anseio das pessoas; sobre o que essas gostariam que fosse mudado no sistema de transporte público e na gestão da TRANSERP. Além disso, você pode deixar comentários sobre Mobilidade Sustentável. Não foi colocado opções na enquete porque não se falou nada de Mobilidade nas audiências públicas. A mobilidade não se resume em transporte público. Mas, sabe-se que, por outro lado, é essencial ter um transporte público de qualidade se o objetivo for trabalhar a Mobilidade Sustentável.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Resultado da enquete
O resultado da enquete teve empate entre dois itens sugestivos. Perguntou-se o que era preciso mudar para melhorar o trânsito de Ribeirão Preto, SP? O resultado foi à forma como age a TRANSERP e a Educação para o trânsito. Conclusão: a TRANSERP precisa rever as suas ações, bem como investir mais em educação para o trânsito. Fica aí a dica dos internautas colaboradores do -mobilidadeurbanarp.blogspot.com – mude para melhorar.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
O que é preciso fazer para melhorar o trânsito?
Nova enquete do blog mobilidadeurbanarp.blogspot.com aborda a questão do trânsito de Ribeirão Preto, SP. Responda quantas vezes quiser e, se sua opção for “Outros”, deixe seu comentário abaixo dessa nota. Aqui, é o momento para você colocar a sua opinião... Não deixe de participar. Espero pelo seu voto!
domingo, 31 de outubro de 2010
Trânsito - sobre as notícias em RP
Ribeirão Preto parece que acordou para o trânsito. Porém, só parece. Ao escolher a política econômica que permite a todos comprar aquilo que é desejado, diante de um transporte público precários, compram-se mais automóveis e motocicletas. Ora, com razão, todos querem mobilidade, precisam se deslocar. Sem uma política de mobilidade o resto é resto. Ou melhor, tudo que se faz, faz para minimizar o problema. Vejamos: a comissão especial de estudo (CEE), presidida pelo Sr. Samuel Zanferdini, na verdade é um estudo para verificar o sistema viário, o que promove o trânsito, mas não é o trânsito. O sistema viário, sabe-se, beneficia o automóvel, o mesmo que, através de seus donos, agora, promove revolta contra os flanelinhas. Ora, os flanelinhas fazem trabalho desonesto, mas também se sabe que do mesmo modo que estes, os automóveis tomaram as ruas. Desse modo, eu não vejo quem tem razão, da mesma maneira que não vejo razão para a regulamentação dos mototaxistas e de se pagar por estudo de mobilidade urbana. Talvez muitos vão ficar bravos ao ler isso, mas estou ajudando-os, principalmente os mototaxistas. Neste jornal ( jornal A Cidade) comparou-se RP com Campinas: que venham os viadutos, vamos beneficiar os automóveis novamente. Muitas pessoas reclamam do trânsito, principalmente os motoristas e então o promotor cai na armadilha. Sugere-se o plano de melhorias de segurança do trânsito. Quem morre no trânsito são os pedestres, assim, a segurança que se fala tem intenção de se evitar colisão e novamente se pensa no motorista. “Prematuro” é ficar discutindo o que se está discutindo em RP sabendo que nada disso resolverá o problema de mobilidade. É preciso mudar muita coisa e a primeira é colocar a cultura do automóvel de lado, porém, para isso, é preciso assegurar o uso dos demais meios de transporte. Mas, quem faz isso?
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Assim caminha a humanidade! Caminha?
Ribeirão Preto, SP, em 2009 contava com 380.945 veículos. Com crescimento de 18.000 veículos, sendo 3.000 por mês, alcançou a marca de 398.527 veículos, até julho de 2010 (jornal A Cidade, 24/10/10; TRANSERP, 2010).
Agora faltam 200.000 veículos para que todos tenham, pelo menos, uma carroça.
Claro que não é tão simples a distribuição, mas queremos chegar nesses números?
Por outro lado, temos 310 ônibus, distribuídos por 84 linhas. Alguém vai de transporte público?
OPS! Não conseguimos carregar. Vá a pé! Risos.
domingo, 5 de setembro de 2010
Ciclofaixa Feliz
Muito boa a iniciativa da Prefeitura de ligar, aos domingos, os parques recreativos do município de Ribeirão Preto, SP, através de uma ciclofaixa. Porém, essa atitude não encoberta a falta de ciclovias e ciclofaixas em todo o município que, nesse momento, só tem uma ciclovia, aquela construída pela USP! O lazer é importante, mas dar condições para que ciclista pedale, não apenas de domingo, seria mais interessante e saída para o problema daqueles que precisam da bicicleta para trabalhar, todos os dias. Assim, a iniciativa é considerada por mim uma “ciclofaixa feliz” já que ela não incentiva o uso desse veículo como meio de transporte, mas sim para a atividade física por meio do lazer (ciclofaixa do lazer). A qualidade de vida é feita quando todos têm a possibilidade de realizar a mobilidade urbana e quando os meios não motorizados e motorizados coletivos são incentivados no município.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
A EVOLUÇÃO DOS MENDIGOS NO CAPITALISMO
Mendigo é aquele que pede esmolas. Qualquer que seja o trocado (dinheiro) ou o que for doado é lucro. Não há uma taxa imposta normalmente, doa-se o que tiver, porque no caso, já está colaborando com o esmoleiro. No complexo mundo moderno mendigar pode ter uma taxa mínima e pode se tornar emprego; reflexo do sistema econômico que exclui as pessoas e que tem como forte aliado a falta de segurança do Estado para com os cidadãos: cria-se a violência.
O novo emprego de que estou falando é o de “Guardador de Carros” (ou “olhador de veículos”). Este emprego é fruto do sistema que acabo de mencionar no parágrafo acima: a evolução dos mendigos no capitalismo. A falta de segurança e a de impunidade para as pessoas juntamente com a falta de fiscalização pública aos atos ilegais pela cidade gera uma violência psicológica e faz com que você pague pela taxa estipulada pelo esmoleiro.
O “Guardador de Carros” é uma pessoa que se passa por um mendigo se apropriando do espaço público para “cuidar” de um bem de terceiro sem nenhuma garantia do serviço prestado. Ou seja, paga-se por um serviço que não se tem garantia se o terá, mas paga-se porque sofre de violência psicológica; essa é uma das várias tentativas de definições para tal atividade, a pessoa e o seu emprego de Guardador de Carros.
Assim, paga-se para olhar de um bem como se esse estivesse em perigo ou provavelmente sofreria algum dano material como se fosse cabível dizer: “eu vou olhar o que eu quiser e você terá que me pagar porque eu estou trabalhando” (como as nossas casas, com os motoqueiros pelos bairros). Logo estarei andando e alguém estará me vigiando: “eu estava te observando e fazendo a sua segurança, então, depois, deixe uma grana pra mim ‘chefe’, quando for embora”.
Assim, se apropria de espaço público privatizando-o por um período sem ter uma permissão da Administração Pública e sem pagar impostos. Além disso, cobra a taxa que acha conveniente para o evento como, por exemplo, boate R$ 5,00 e futebol R$ 10,00.
Assim, paga-se o IPVA, o licenciamento, o alarme e o seguro particular para ainda viver na insegurança de ter que se confrontar com um Guardador de Carros que te recebe em um tom ameaçador.
Como a Administração Pública aceita a ilegalidade, nesse caso e em vários outros, então ela deveria pelo menos legalizar essa atividade cadastrando e conhecendo essas pessoas. Pois, como já visto, a maioria tem passagem pela polícia e seria bom para todos que a Administração fizesse um trabalho social, incluindo essas pessoas novamente no mercado de trabalho. Ou outra alternativa também muito interessante é a da Economia do Equilíbrio: regulariza-se o serviço, contrata-se uma pessoa como um “agente da Área Azul” e o coloca para fazer o mesmo serviço do Guardador de Carros, cobrando uma taxa simbólica (aí será preciso colocar policiamento para fazer a segurança de todos e, principalmente, do agente). Essa taxa se reverteria para o salário desse agente, assim, temos algo regularizado, seguro, sem despesas para a Administração Pública. Além disso, como esse trabalho dará mais dinheiro do que o próprio salário fixo do agente, o que sobrar poderia ser revertido para um investimento do emprego e em bonificações aos policiais da base da região, por exemplo, da central.
Essa é uma discussão que já deveria ter sido feita, mas nos parece que é muito mais interessante pular o carnaval. Está na hora de parar de mostrar a cidade e começar a enxergar a cidade. Já tem muito tempo que Ribeirão Preto vive da propaganda e provavelmente vai continuar, visto o investimento de 5,9 milhões de reais. Comece lutando para abaixar o álcool; reorganizando a cidade para que todos possam se deslocar da maneira que quiser, de forma segura; reorganize os serviços prestados; faça a fiscalização funcionar, comece... e, voltando a temática, para eu assistir a um jogo no estádio do Botafogo preciso ir de carro porque não tem outro jeito de me deslocar até lá e a dor de cabeça já começa com os R$ 10,00 que eu preciso deixar para os “Guardadores de Carro” como se realmente fosse um serviço seguro. Assim, Copa do Mundo só chegaria aqui por pura propaganda, porque infra-estrutura adequada o município não tem para oferecer nem para os seus moradores. São coisas pequenas que fazem falta no nosso dia-a-dia.
André Barioni (texto publicado no jornal Enfoque Ribeirão, fevereiro de 2010).
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