Apesar do usuário ainda não saber, estando o sistema de transporte público reorganizando as suas linhas e letras no município de Ribeirão Preto, segue link para entendê-lo melhor (http://www.ritmoribeirao.com.br/faces/view.jsf?_adf.ctrl-state=12l1cxqgfx_698).
De acordo com a página, são 12 as novas linhas que começaram a operar no dia 10/02/2013.
Veja o diagrama da nova rede no link - http://www.ritmoribeirao.com.br/showdocument?id=85&show=true
Refletir sobre o perigo de fazer concessão - 20 anos de espera para manter e melhorar a estrutura de transporte no nosso município pensado para uma cidade pequena! Logo teremos a Região Metropolitana - seria mais uma rede e mais ônibus.
Em 20 anos teríamos um VLT funcionando na nossa cidades tranquilamente. Vamos manter os ônibus apenas!?
Já se foi a época de promessas. A Prefeita Dárcy Vera (PSD) novamente ganhou as eleições em Ribeirão Preto. Serão mais 4 anos (2013-2016). Para o transporte público, resta saber como serão as etapas de melhorias do consórcio Pró-Urbano, ganhador da licitação realizada em 2012. O grupo formado pelas mesmas empresas que já exploravam o setor (TURB, Rápido D’Oeste e TRANSCORP), mais a empresa de Sertãozinho, a Sertran, vão explorar o setor pelos próximos 20 anos. Vamos apostar em uma eficiência operacional sem mudanças práticas, cabíveis, no tráfego, e de mudança cultural por meio da esperança pessoal!?
Veja a reportagem publicada no jornal Gazeta Ribeirão (1/6/2012) e blog da Prefeita.
Passe-livre garantido pelo menos para 1 ano para os estudantes de escola pública! Por que não para todos os estudantes? O Tráfego de veículos aumenta em época escolar por conta das escolas particulares. A maiorias dos alunos das escolas públicas já se utilizam do transporte público! Ou seja, de acordo com meu último texto, pensar em “grupos” como os dos “estudantes” vai contra qualquer projeto de mobilidade sustentável (equitativo).
O Plano de Mobilidade Urbana continua sem debate e o Ministério Público, que não consegue avançar nem mesmo sobre a situação das multas em Ribeirão Preto, portanto, não vai se encarregar de cobrar de alguma forma a elaboração do Plano. Caberá ao Ministério das Cidades não permitir empréstimos para o nosso município. Ou seja, deixando de investir no município vai resolver o problema de mobilidade!
A integração será feita por todos, que pagarão a mesma tarifa (única, de R$ 2,70). No intervalo de duas horas poderá fazer três transbordo. A questão é, se continuar com essas divisões de território em grupos de cores, o usuário vai continuar a pagar duas tarifas para ir ao centro e voltar em menos de duas horas, já que utilizará a mesma linha de ônibus, grupo e cor! Ou seja, novamente não é uma ação que visa uma mobilidade sustentável! Pela eficiência operacional do automóvel e pelo seu baixo custo se comparável com a eficiência do transporte público e o seu preço, esse continuará vantajoso. Portanto, essa ação não fará os motoristas de modo geral utilizarem ônibus!
Todos os ônibus adaptados para cadeirantes, não é uma ação municipal, mas federal, e o município precisa se adequar até 2014. Portanto, sem comentários!
Ao longo de 20 anos serão 130 milhões investidos. Investidos não, aplicados para manter um transporte público funcionando. Serão mais 20 anos (até 2032) de espera por um outro tipo de transporte de massa, talvez?
Se as empresas de transporte público fossem “inteligentes” (os donos) investiriam pesado em MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL! Se o Executivo fosse “inteligente” procuraria meios de repassar dinheiro para as empresas diminuírem suas tarifas, ou mesmo zerá-la. Hoje, só ganha!
A política se fortalece e atualmente é o passe-livre para os estudantes, mas, para o futuro, será cobrado a tarifa zero, ação já discutida pelo simples fato do transporte ser PÚBLICO. Por que não pensar nisso agora?
Ribeirão Preto continua oferecendo promessas para a Mobilidade Urbana. A licitação do transporte público saiu, foi definida e começa, provavelmente, a partir de 2013. Será que temos que esperar pelo fim de um contrato licitatório inexistente ou no projeto de licitação estava dada a data de início, a partir do dia tal as operadoras começam a funcionar na nova licitação? Especulações. Especulações.
O Plano de Mobilidade Urbana continua sem debate, e não me refiro aqui, apenas, por audiências. Isso nem vai existir. E se existiu, foi mascarado pela audiência para a nova licitação do transporte público. Mas, tudo bem. Fica para o próximo...
Só não podemos deixar de notar, já que é época de eleição municipal, as promessas indevidas em momento oportuno. Vai ter de tudo um pouco, porém vamos ver nas promessas o que se tem para a mobilidade urbana de Ribeirão Preto, se é que os nossos candidatos entendem o que é mobilidade.
Ações para o círculo vicioso: “Cem mil estudantes vão deixar de pagar ônibus a partir de 2012” – uma ação (promessa) sem respaldo de outras ações. Como os pais desses cidadãos não gastarão mais com o transporte público, então vão juntar grana para comprar veículos ou outra coisa. Ou seja, não vale de nada dar cotas, bolsas e passe-livre, se não tiver ações que garantam prestigio para essas doações. Veja, a função do executivo é trabalhar com a questão: como melhorar o transporte público? Como atrair aquelas pessoas já motorizadas para o transporte público? E como melhorar o transporte público?E como melhorar o transporte público? E como melhorar o transporte público? Mais uma empresa, mais linhas, terminal bonito... uhnn... NÃO!
O estudante já utiliza o transporte público, portanto, não conseguiu dar uma resposta a questão acima. De repente, o transporte público poderia ser gratuito (ou mais barato) para todos e isso sim seria vantagem em relação ao uso dos demais veículos motorizados. Mas, não. Isso não é possível. E os estudantes não vão lutar para isso, pois não se quer uma mudança de paradigma para a mobilidade, mas apenas vantagens para um determinado grupo de pessoas (julgadas a partir do cerne: se não trabalho, não posso pagar pelo transporte público).
Enquanto lutarmos por grupos, não vamos conseguir mudanças eficazes, e não digo isso só para a mobilidade, mas para tudo o resto. Infelizmente o paradigma deve ser quebrado na escola, local, este, falido para essa função.
Então fiquemos com os grupos (infelizmente) – promessa é divida estudantes. Vocês estão utilizando o transporte público de graça em 2012? Olha que em 2013 vocês vão ter, eu prometo. Mesmo que seja verdade estudante, pense, é uma ação que te beneficia agora, mas que não resolve o problema. É só ler novamente os três últimos parágrafos do texto.
Cuidado
redobrado é o que os pedestres devem ter ao caminhar pela Avenida mais famosa
de Ribeirão Preto/SP: a Avenida Nove de Julho. Pelo menos é assim que
interpretou um morador que ali precisa passar todos os dias. Segundo ele, falta
sinalização adequada na avenida, principalmente para os pedestres, que além de
não ter faixas que sinalizam o seu trânsito e dos demais pedestres, os
semáforos, quando tem, são tão rápidos para mudar de cor que é preciso correr
para atravessá-la em segurança, do quadrilátero central para o bairro
Higienópolis e vice-versa. Um idoso, por exemplo, precisaria esperar por duas
vezes para fazer a travessia completa da avenida (cruzando pelos dois sentidos
da via).
Veja imagens da
Avenida Nove de Julho retiradas do Google Earth - o caminho mais rápido que
encontrei para mostrar tal absurdo para com os pedestres.
Figura 01 – Cruzamento das ruas Guimarães Passos, Conde Afonso Celso e Mal. Rondon, com a Avenida Nove de Julho
Imagem retirada do Google Earth – adaptado por @MobilidadeRP
Figura 02 – Cruzamento das ruas João Penteado, Álvares Cabral e Tibiriçá, com a Avenida Nove de Julho
Imagem retirada do Google Earth – adaptado por @MobilidadeRP
Pesquisando
fotos da Avenida Nove de Julho na internet, encontrei uma reclamação sobre a
via. Parece-me que não faltam apenas faixas de pedestres nessa avenida, mas
também lixeiras. Veja o desabafo: http://www.revide.com.br/blog/murilo-pinheiro/post/deficit-de-lixeiras/
- repare que a reportagem foi postada no dia 03 de junho de 2011. Será que
hoje, em 2012, seis meses depois, já tem lixeiras na Nove de Julho? Fica a
dúvida (que logo vou suprir).
Figura 03 – Avenida Nove de Julho – sem lixeira e faixas de pedestres
Imagem retirada da reportagem – veja o link
A sinalização
horizontal é precária em Ribeirão Preto. Muitas vezes é até feita uma tentativa
para melhorar as condições pré-dispostas da via, como, por exemplo, se fez no
bairro Manoel Penna. Melhorou um pouquinho, mas ficou na tentativa, mesmo sendo
vias que ligam bairros próximos ao Novo Shopping, sabendo, então, que várias
pessoas utilizam esse trajeto para trabalhar.
Veja imagem do
Google Earth – imagem retirada após a melhoria da via e pintura nova, claro,
objetivando o deslocamento dos automóveis.
Figura 04 – Rua José Luiz Nunes Filho – bairro Manoel Penna – sem faixas de pedestres e calçamento inadequado para o seu deslocamento
Imagem retirada do Google Earth – adaptado por @MobilidadeRP
Figura 05 – Marginal da Rod. Antônio Machado Sant’anna, próximo ao Novo Shopping – sem faixas de pedestres após pintura recente da via
Imagem retirada do Google Earth – adaptado por @MobilidadeRP
Muitos
motoristas não respeitam as faixas de pedestres, mas estando elas ali pintadas,
ajuda o pedestre a cobrar pelo seu direito e espaço na via pública. Não
estando, mostra que até mesmo o órgão responsável não reconhece o pedestre,
então imagina o motorista?
Após
17 anos de tramitação no Congresso Nacional, foi sancionada pela Presidência da
República a Lei nº 12.587, no dia 3 de janeiro de 2012. Publicada no Diário
Oficial da União, agora basta esperar os 100 dias para a lei que institui as
diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana entrar em vigor.
Lembrando que Ribeirão Preto/SP ainda precisa elaborar o seu Plano de Mobilidade Urbana,
atrasado 11 anos de acordo com o Estatuto da Cidade. Essa nova lei não altera esse atraso, apenas obriga novos e mais municípios a fazerem o plano, aqueles que possuírem mais de 20 mil habitantes. O prazo é de três anos.
Para saber mais, leia o comunicado do IPEA nº 128:
Jornal A Cidade - 4 de novembro de 2011 - capa: "Abatidos pelos automóveis: em 24 horas, sete pessoas, entre pedestres e ciclista, foram atropeladas em Ribeirão Preto. A maioria teve ferimentos leves. Uma vítima, atropelada no início da semana, morreu".
Na matéria, segue o de sempre: os ciclistas devem evitar acidentes fazendo isso, aquilo e utilizando tais equipamentos, isso dito por um Técnico da equipe de ciclismo de Ribeirão Preto, responsável pelo projeto da ciclofaixa. Dessas sete pessoas, seis estavam de bicicleta. Ora, não era o momento para dizer sobre a falta de estrutura para a gestão de mobilidade no município e a falta de infraestrutura para os ciclistas, que continuam disputando os mesmos espaços com os veículos motorizados?
Não é fatalidade o caso de Maria Lopes Ribeiro, que morreu quatro dias depois de ser atropelada. A fatalidade nesse caso é traduzida pelos esforços da gestão pública que vem incansavelmente melhorando nossas vias em benefício para uma mobilidade de qualidade para os pedestres e os ciclistas, que não podem disputar os mesmos espaços com os veículos motorizados - autorizados a saírem de suas casas, por enquanto, apenas aos domingos de manhã. Isso é fatalidade: gestão pública. De a honra de pelo menos a Sra. Maria descansar em paz, sabendo que sua vida foi o custo da ineficiência de outrem.
Contudo, na contramão dos investimentos em benefício à mobilidade dos pedestres e ciclistas de Ribeirão Preto, vire a página do jornal e leia "Novo cruzamento será aberto hoje" (vargas X fiúsa - obra foi bancada pela Multiplan e deve melhorar fluxo do trânsito na zona Sul). Multiplan que é responsável pelo Ribeirão Shopping, que exclui os usuários de ônibus (maioria funcionários das lojas) desse mesmo espaço ao não construir um miniterminal eficiente dentro do comércio, no estacionamento, como todos os demais shoppings fazem. Óbvio que é um espaço privado e podem optar pelo que querem, mas a partir do momento em que se quer arrumar vias públicas em benefício próprio, então se faz questionar até que ponto as paradas de ônibus também não precisam de recuperação, embelezamento e eficiência. Mas aí, qual usuário de ônibus vai pagar estacionamento?