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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Conquistas e desejos

Com pouco tempo no ar, tanto o blog (http://mobilidadeurbanarp.blogspot.com/), como o twitter (@mobilidaderp), alcançaram números expressivos, que nos motiva a continuar. A ideia é se tornar um canal aberto para discutir a questão da mobilidade urbana de Ribeirão Preto, SP, canal esse, hoje, não encontrado em nenhum outro local, em âmbito municipal, na nossa região.

O blog alcançou mil (1.000) visitas e é seguido por 14 pessoas. Já teve quatro enquetes, estando essas em uma crescente quando a questão é a participação livre (espontânea). Na última, já finalizada, contou com 24 votos, o que foi expressivo.

Agora, sendo mestre, vou poder escrever ainda mais, colocando as questões de mobilidade urbana em cheque no nosso município. A discussão é fundamental para mudar a concepção que temos sobre o assunto, presa a uma cultura do automóvel, que não permite muitas vezes enxergar além desse próprio automóvel. As críticas são duras, mas é preciso e, juntos, vamos lutar por uma cidade melhor.

Em relação ao twitter, é um canal rápido que permite divulgar informações curtas, necessário no século XXI. Nesse, divulgamos outros canais que também trabalham com a mobilidade urbana pela Brasil e no mundo. Espero contar com a colaboração de todos, umas vez que o twitter já ultrapassou a casa dos 100 seguidores e esperamos, numa próxima oportunidade, ter ainda mais... funcionando como o canal organizado, que permite o contato mais fácil com a Administração Pública do município. Além disso, alguns exemplos nacionais e internacionais mostram que “um furto” é rapidamente solucionado quando há muitos seguidores no twitter, que ao postar informações do veículo, por exemplo, as pessoas olham pela janela a procura desse. Usa-se também como um canal que indica congestionamento e acidentes, para evitar ou ser rapidamente socorrido, respectivamente.

Entre, vote, aqui, você pode! – canal aberto - http://mobilidadeurbanarp.blogspot.com/

Abraços, André Barioni

domingo, 3 de abril de 2011

Estacionamento exclusivo para clientes do Banco do Brasil


Educação ou falta de fiscalização e punição? Os estacionamentos dos Bancos nos finais de semana em Ribeirão Preto são privatizados por churrascarias e outros tipos de comércio. O problema é que os clientes do Banco não foram comunicados sobre essa atitude, como também o próprio banco. Onde estariam os Agentes de Trânsito em um domingo tranquilo? Só para ficar claro, multas como essas é que podem educar as pessoas... multar o estabelecimento!!!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Regulamentação dos mototaxistas de RP

Ontem (22/3) foi aprovada por unanimidade a “regulamentação dos mototaxistas” em Ribeirão Preto, pela câmara Municipal (vereadores). Ainda não se sabe o que foi aprovado, uma vez que o projeto do executivo parecia projeto de urgência na câmara. Como não foi discutido com a população, pergunto em nova enquete: “você é a favor ou contra a regulamentação dos mototaxistas?”, mesmo que já tenha sido aprovado, sem o seu consentimento de cidadão.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Área central e acessibilidade

Foto da área central de Ribeirão Preto - 
parada de ônibus dificulta o deslocamento das pessoas (fluxo dos pedestres)

Hoje, 11 de março de 2011, junto com o jornal A Cidade, o Grupo Empresarial do Centro de Ribeirão Preto divulgou um informe publicitário cobrando as autoridades locais à revitalização da área central do município. Segundo o informe, há descaso da Administração Pública para com o centro, bem como muita burocracia e “blá-blá-blá que acabam minando a iniciativa” de revitalização.

Apoiamos a iniciativa do grupo (grupoempresarialdocentrorp@gmail.com). Acreditamos que a revitalização da área central começa pela questão da mobilidade, que é um atributo essencial nessa área, muitas vezes inacessível.

O espaço físico está deteriorado e a segurança é lastimável. É preciso alargar as calçadas, colocar mais bancos (nessas calçadas), investir em nova iluminação e tirar a Área Azul. É preciso criar um estacionamento público, com tarifa baixa, para eliminar todos os demais estacionamentos privados. É preciso expandir a área do calçadão e criar locais apropriados para os eventos. É preciso ter mais eventos, principalmente no período noturno. É preciso ter um terminal de ônibus urbano mais próximo do calçadão, em via exclusiva para ônibus (como um corredor) o que facilitaria o uso do transporte público. É preciso repensar todo o mobiliário urbano. É preciso fazer estacionamentos para os demais meios de transporte – como um bicicletário – e dar condições para que as pessoas possam chegar ao centro de bicicleta.

Resumindo, são ações fáceis, baratas para a Administração Pública, que revitalizaria a área central. Parabéns pela iniciativa do grupo.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Quem é o maior vilão do trânsito em Ribeirão Preto?

Nova enquete pergunta "Quem é o maior vilão do trânsito em Ribeirão Preto?". Não deixe de responder. Lembrando aos desinformados que o transporte público (ônibus) é um serviço público essencial para o deslocamentos das pessoas. Se ele não existir ou se diminuir a sua frota e linhas para melhorar o trânsito na verdade se está pensando em um desserviço para o município, uma vez que os passageiros teram que optar por outros veículos privados, aumentando assim ainda mais a frota de veículos que circulam nas vias públicas. Aguardo pelo seu clique! Não tenha vergonha de colaborar, utilize a internet como uma ferramenta útil.

Dialética da Igualdade e Liberdade

No livro do antropólogo Roberto DaMatta, “Fé em Deus e pé na tábua”, ele mostra como as pessoas agem no trânsito e por que agem assim, desrespeitando as regras. E, para saber mais sobre o livro, o Canal Livre (Bandeirantes - http://maisband.band.com.br/) entrevistou o antropólogo com o objetivo de entender algumas questões simples que permeiam as discussões sobre o trânsito. Segundo ele, nessa entrevista: “o grande problema brasileiro é a educação […] educação para a igualdade”. As pessoas têm que aprender que o motivo não pode ser maior que a regra. “As pessoas acham que o motivo é maior que a regra e, portanto a regra é que se dane (ou seja, a sociedade é que se dane)”. Dessa forma, “é fácil dizer que o trânsito é um problema de saúde pública. O problema do trânsito é político - o trânsito é um problema de você internalizar regras igualitárias para os motoristas, para que eles possam dizer primeiro não para eles mesmos, não adianta colocar o guarda, não adianta fazer sinalização”, as pessoas precisam antes entender que as regras são igualitárias porque o trânsito é coletivo. Aprenda mais assistindo aos vídeos.

Procure os vídeos no site acima, são quatro vídeos com dez minutos cada, aproximadamente.

Costumo dizer que não se deve multar excesso de velocidade durante o dia, quando há vários veículos circulando nas vias, mas sim os “espertos”, que, ao cometer infrações transformam o trânsito em caos. A maioria das multas em Ribeirão Preto é por velocidade (superior ao limite da via, em até 20%). Ou seja, é preciso prestar atenção nos outros, porque a maioria são “espertos” e também na velocidade, porque a política para multar no município foi feita por “espertos”. Assim, é normal, porém proibida a ultrapassagem pela direita. Contudo, eu não conheço uma pessoa que recebeu esse tipo de multa ao trafegar na Avenida Maurílio Biaggi. Como também nunca vi campanhas em shoppings centers e na área central da cidade para o respeito aos pedestres. Quase ninguém pára na faixa para o pedestre, isso dentro de um estabelecimento privado.

Quer mudar o trânsito, EDUQUE O POVO. O que temos hoje é uma nítida arrecadação de dinheiro e isso é provado através dos números. Ora, o número de multas vem aumentando, como também o número de acidentes, principalmente envolvendo motocicletas, que não tem aulas de trânsito. Teoricamente, se multar educa, já não deveria ter diminuído os acidentes e as infrações no município? (Lembrando que aguardo o contato até hoje da TRANSERP, que me prometeu isso em audiência pública – Eita nós!)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

CONCESSÃO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE COLETIVO DE RIB. PRETO

     É importante ter audiências públicas, mas acredito que elas não tinham o objetivo de serem audiências, mas propaganda de um transporte público de qualidade, onde as pessoas reconheceram essa qualidade, que sabemos não existir na prática, pela teoria. Esse é um ponto de vista particular, com caráter científico, sem qualquer tipo de injuria. É preciso respeitar, antes de tudo, o que foi dito e mostrado, como fiz nas audiências. Afinal, a opinião pública foi feita, foi divulgada, contudo sem a averiguação da metodologia, que não foi apresentada em hipótese alguma. Joga-se apenas o resultado.
     Ora, enviei nota para esclarecer contradições. Por um lado quer que acreditemos na pesquisa sobre o transporte público, de opinião pública, por outro, e utilizando a mesma metodologia, não quer que acreditemos na opinião pública quando essa determinou que a rodoviária de Ribeirão Preto é a melhor do país.
     Assim, enviei nota para o jornal A Cidade sobre essa contradição. O jornal disponibiliza espaço para que os leitores possam se expressar, não livremente, mas a partir de uma avaliação do que pode ou não ser publicado. A minha nota intitulada Política de Mobilidade era a seguinte: como pode a Vox Populi (empresa que pesquisou as rodoviárias) estar errada e a Oficina Consultores (empresa que pesquisou o transporte público) estar correta? Talvez o Recruta Zero (03/02/2011) tenha razão quando disse ser preciso definir as coisas; ora, o resultado de uma pesquisa qualitativa depende muito do que se avalia e como se faz as perguntas. Na minha pesquisa (dissertação de mestrado), por exemplo, a tendência é negativa para vários aspectos citados na audiência pública, na última terça-feira, ou seja, o resultado é contrário daquilo que foi exposto, e nem por isso eu fiz alardes. O problema do transporte público de Ribeirão Preto não está nos aspectos qualitativos, de acordo com uma avaliação de qualidade baseada na opinião pública dos usuários, como fiz no meu trabalho, baseado no modelo de Ferraz e Torres (2001). A pesquisa serviu apenas para mostrar que o transporte público precisará melhorar muito para atrair novos usuários, espontaneamente ou forçoso (de forma legal), se precisar. Mas, para isso acontecer, é preciso ter qualidade. O problema é que transporte público é, antes de tudo, uma atividade política - retirado de: mobilidadeurbanarp.blogspot.com – e, assim, também é a mobilidade, uma questão política. Enquanto for discurso, nada será mudado.
     Essa nota não foi publicada e nada foi dito para esclarecer tal atitude do jornal.
     Participei de duas audiências. Nelas, as sugestões foram gerais, simplórias, sem qualquer tipo de classificação para um verdadeiro debate. Debate que não existiu, pois ninguém foi lá com esse interesse, nem a Administração, e muito menos a população. Também, cada audiência durou cerca de três horas, uma de cumprimentos truanescos, uma de apresentação e uma última de leitura das sugestões/reclamações e abertura para opinião (opinião com controle de três minutos para cada pessoa – portanto, duas horas para a Administração e três minutos para o cidadão – audiência “pública”). Quase não tinham moradores usuários do transporte público. Esses estavam representados pelos “políticos de plantão” e representantes de bairros que tem interesse político e, na sua maioria, para a política. Assim, cada um precisava falar, não importa o que for, tem que falar!
     Nessa fala o que se percebeu é que ninguém ali, de fato, entendia de transporte e de trânsito e, dessa forma, a as duas audiências foram tranquilas. Ou seja, podia se falar dos problemas do transporte público, operado pelas permissionárias (como se a TRANSERP não tivesse responsabilidade por elas, por serem empresas privadas), contudo, ao falar da TRANSERP o cidadão era abafado. Qualquer discussão sobre transporte público passa, também, pelo órgão gestor, que tem as suas responsabilidades. Claro que, de fato, é preciso identificar a iniciativa da atual gestão, contudo o cidadão tem o direito de avaliar o órgão na sua história, de quase trinta anos. Nesses trinta anos quase não se mudou o sistema de linhas, apenas alterou-se aspectos exteriores a operação. Não que eles não sejam importantes, mas o sistema de circulação é o que realmente propicia o deslocamento da pessoa e é o que não vem funcionando mais em Ribeirão Preto, já algum tempo. Bilhetagem, abrigos, ônibus adaptados, gerenciamento da frota são ações importantes que melhoram a qualidade do transporte público, mas estão longe de ser ações para a base, o alicerce do transporte público.
     Como pode fazer propaganda de quantidade de ônibus adaptados em audiência pública? A senhora deficiente, coitada, fica sem saber o que dizer (pois, agora, já são 85 ônibus adaptados). Ou adaptasse agora, e aos poucos, ou faz isso com todos depois, e aí o preço é bem mais alto. É Lei Federal – todos os transportes públicos devem estar adaptados até 2014. Não é uma conquista, é uma exigência. Mas como a coitada vai ter argumento se não conhece a lei?
     Por fim, para encerrar esse longo texto, em nenhuma das duas horas foi discutido a questão das letras, por exemplo, evidenciando assim o desconhecimento ou o não uso da integração. Ora, sabemos que a integração de Ribeirão Preto é, no seu todo, errada - mas o usuário não percebe. Ela não é uma integração temporal, mas uma integração limitada a uma única mudança de veículo (transbordo), desde que seja para uma diferente linhas/letra, dentro de duas horas (cotando o tempo da sua primeira viagem, ou seja, você não tem duas horas). Além disso, sabemos que nada do que foi dito vai ser cumprido ou colocado em prática, pois foi contratada uma empresa para fazer um projeto e um edital de licitação. Esse projeto, de técnicos, com base técnica, seguirá aquilo que for melhor para a Prefeitura. E, o que é melhor nesse momento - licitar o transporte público rapidamente. Assim, é a questão econômica que vai estar em discussão.
     Esqueça o Plano de Mobilidade. Ele vai até existir, mas será como o Plano Diretor, plano que não abrange os planos urbanísticos do município, plano tradicional, taxado como desconhecido, ou, conhecido, mais não compreendido. Portanto, ao ser desconhecido não será seguido nas suas orientações pelos próprios servidores públicos.
     Ficou nítido que ainda não se associa trânsito e transporte com planejamento urbano em Ribeirão Preto. E, por esse motivo, não foi dito nada sobre Mobilidade Urbana nesse texto. Porque não foi dito nada nas audiências.

     Agora, aguardo o material mostrado na audiência e o seu relatório final, pedido por duas vezes, através da carta de sugestões. Pergunto: vou conseguir esse material, que é público? Vou esperar. Como estou aguardando um contato da TRANSERP até hoje.