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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Enquete: Regulamentação dos “Olhadores de Carro”

Fim da enquete sobre a regulamentação dos “Olhadores de Carros”. Segundo os dados da enquete, as pessoas são contra essa regulamentação.

Em texto aqui publicado já disse que “olhador de carro” é um desserviço para o município, uma vez que a via é publica e já se paga muito caro para a aquisição de veículos no Brasil. Ao olhar só carros, o olhador mostra que é despreparado por não saber nem mesmo o que é veículo, e, quem tem carro, provavelmente vai ter trocado guardado, esse é o lema inconsciente. Além disso, a questão principal é o domínio territorial por essas pessoas despreparadas que não lhe garante a segurança do carro e muito menos das pessoas (os donos dos carros).

Uma alternativa minha, também já publicada, é a expansão do serviço da Área Azul, que não precisa ser fixa, podendo percorrer bares noturnos ou eventos cobrando uma taxa simbólica pelo estacionamento e a segurança. Para isso, os polícias precisam apoiar o serviço. Óbvio que não é só isso, mas só para registrar que alternativa existe e ela não se caracteriza por “regulamentação”, uma vez que o serviço já existe e só é mal organizado e aproveitado para o bem de todos.

Ora, além da falta de noção dos olhadores ao prestar tal desseviço, exigindo algo que não é permitido, ao agredir pessoas ou danificar bens pessoais prova que é um animal. Se tivesse um geógrafo em cada Prefeitura à administração seria melhor, uma vez que geógrafo sabe identificar territórios, marcados legalmente ou não. É preciso administrar e, se olhador de carro não é regulamentado ele não deveria existir. Então, por que existe? Falta de administração e fiscalização.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Você acha que Ribeirão Preto tem infraestrutura de tráfego para o uso da bicicleta (como meio de transporte)?

        Essa foi a pergunta que o André, criador do blog, fez para mim, em nosso primeiro contato pelo twitter (sou o @littlemartim por lá).
        É uma pergunta um tanto complicada, principalmente porque usar a bicicleta como meio de transporte em uma cidade como Ribeirão Preto não exige tão somente a infraestrutura por parte da cidade, mas também uma boa parcela de coragem e experiência por parte do ciclista.
        Sou universitário aqui na cidade e venho de Santa Bárbara d’Oeste, a cerca de 200 km daqui. Trouxe a bicicleta para Ribeirão Preto no ano passado e desde julho ela tem sido meu meio de transporte mais eficiente.
        Sempre usei bastante o transporte público daqui, apenas para ir de casa para faculdade, era apenas uma linha, 206 – Hospital das Clínicas, e nunca tinha tido problemas além dos atrasos. Mas isso é assunto para o André, que discute Mobilidade Urbana com ênfase no transporte público.
        Voltando à questão que me foi lançada, acredito que Ribeirão Preto está muito longe de ser uma cidade amiga da bicicleta em plenitude, e pouco tenho visto de medidas das autoridades para que esse caminho seja diferente. Não vi ciclovias (de verdade), nem bicicletários públicos, nem paraciclos na praça, só para dar alguns exemplos. Também raramente vejo o respeito dos motoristas com os ciclistas que têm coragem de pedalar por aqui. E este é um fator que espanta muita gente que gostaria de usar a bicicleta como seu meio de transporte.
        No ano passado, foi feita uma tentativa de parecer que a cidade se importa com a bicicleta como meio de transporte: a ciclofaixa entre os parques públicos, que funciona apenas nos domingos de manhã (“ciclofaixa de lazer”). Mas o próprio nome já entrega, ela é voltada para quem usa a bicicleta como lazer, não como um substituto dos motorizados. Sendo assim, de nada adianta para melhorar a mobilidade de Ribeirão Preto, quem dirá a mobilidade sustentável...
        Numa próxima oportunidade vou escrever um pouco mais sobre esse assunto, mas já adianto que minha opinião é desfavorável. O único ponto positivo da “ciclofaixa feliz” é incentivar o uso da bicicleta, por mais fraco que seja esse incentivo.

Por Vinicius Martim

terça-feira, 26 de abril de 2011

RESULTADO DAS ENQUETES

Finalizadas duas enquetes. Uma perguntou sobre o maior vilão do trânsito em Ribeirão Preto e, a outra, sobre a escolha a favor ou contra da regulamentação dos mototaxistas.

Sobre a primeira enquete, com 15 votos a empresa TRANSERP liderou como vilã do trânsito de Ribeirão Preto, seguida pelas próprias pessoas (mal educadas, de forma geral), com 10 votos, e o transporte público, com 9 votos. No total, 24 pessoas votaram em uma ou mais alternativas o que representou na soma 52 votos. Nessa enquete, percebeu-se que os pedestres seriam os últimos responsabilizados pelo trânsito na cidade, seguido pelos motoqueiros, os motoristas de automóveis e os marronzinhos (agentes de trânsito). Conclusão, a maior parte das pessoas que responderam não utiliza o transporte público ou pelo menos não o enxerga como um transporte coletivo, necessário, democrático, que desloca mais pessoas e, portanto, tem o direito de estar privilegiado na via. Se ele é visto como um meio de transporte que atrapalha, então há problemas que devem ser resolvidos, como a sua imagem para aqueles que não o utiliza. É como se ele não fizesse parte da cidade, o que é uma visão equivocada das pessoas. Além disso, as pessoas precisam se respeitar no trânsito, uma vez que meios de transportes não são brinquedos e ao se envolver em acidentes deixam as pessoas em estado crítico de saúde, quando não a leva a morte. Ou seja, a TRANSERP precisa trabalhar com campanhas para educar as pessoas e mostrar que o transporte público é essencial para que a cidade funcione. Entendeu-se que as escolhas pelas pessoas mal educadas em segundo e do transporte público em terceiro foi devido à consequência de um trabalho equivocado ou não feito pela TRANSERP.

Sobre a segunda enquete, apenas uma pessoa respondeu ser contra a regulamentação dos mototaxistas, o que revela novamente a visão equivocada das pessoas sobre os meios de transporte, considerando que, a motocicleta é o meio de transporte hoje mais vulnerável a acidentes, e com maiores conseqüências para a vida. A regulamentação pode trazer benefícios para quem usa o serviço, mas ainda é um desserviço, aprovado pelas pessoas (individualistas) e pela Câmara, que representa o povo, que não querem lutar por um transporte público de qualidade, seguro. Ao ser aprovada pela Câmara Municipal, por unanimidade, a Prefeitura se torna, através da TRANSERP, a responsável pela fiscalização das condutas acatadas (que ainda estão em discussão). Foi aprovada a regulamentação, mas ainda não está em vigor, pois é necessário cumprir com as regras (tipo de moto, passagem criminal, anos X de habilitação, entre outras regras ainda questionadas pelos próprios mototaxistas). Que paguem sindicatos e sejam responsáveis pelas vidas, o que até então não eram... Além disso, como profissionais que são, aceitem fazer a redistribuição do espaço e até mesmo a troca de alguns pontos porque agora prestam serviço regulamentado. Outra coisa, o valor a ser pago pela “corrida”, como os dos táxis, precisa ser bandeirado, o que ninguém comentou até agora.

Já que as pessoas aprovam a regulamentação dos mototaxistas, faço uma nova enquete, agora perguntando sobre a regulamentação dos “olhadores de carros”. Você é a favor o contra essa regulamentação? Ela ainda não está em pauta na Câmara Municipal, mas está chegando a hora...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Conquistas e desejos

Com pouco tempo no ar, tanto o blog (http://mobilidadeurbanarp.blogspot.com/), como o twitter (@mobilidaderp), alcançaram números expressivos, que nos motiva a continuar. A ideia é se tornar um canal aberto para discutir a questão da mobilidade urbana de Ribeirão Preto, SP, canal esse, hoje, não encontrado em nenhum outro local, em âmbito municipal, na nossa região.

O blog alcançou mil (1.000) visitas e é seguido por 14 pessoas. Já teve quatro enquetes, estando essas em uma crescente quando a questão é a participação livre (espontânea). Na última, já finalizada, contou com 24 votos, o que foi expressivo.

Agora, sendo mestre, vou poder escrever ainda mais, colocando as questões de mobilidade urbana em cheque no nosso município. A discussão é fundamental para mudar a concepção que temos sobre o assunto, presa a uma cultura do automóvel, que não permite muitas vezes enxergar além desse próprio automóvel. As críticas são duras, mas é preciso e, juntos, vamos lutar por uma cidade melhor.

Em relação ao twitter, é um canal rápido que permite divulgar informações curtas, necessário no século XXI. Nesse, divulgamos outros canais que também trabalham com a mobilidade urbana pela Brasil e no mundo. Espero contar com a colaboração de todos, umas vez que o twitter já ultrapassou a casa dos 100 seguidores e esperamos, numa próxima oportunidade, ter ainda mais... funcionando como o canal organizado, que permite o contato mais fácil com a Administração Pública do município. Além disso, alguns exemplos nacionais e internacionais mostram que “um furto” é rapidamente solucionado quando há muitos seguidores no twitter, que ao postar informações do veículo, por exemplo, as pessoas olham pela janela a procura desse. Usa-se também como um canal que indica congestionamento e acidentes, para evitar ou ser rapidamente socorrido, respectivamente.

Entre, vote, aqui, você pode! – canal aberto - http://mobilidadeurbanarp.blogspot.com/

Abraços, André Barioni

domingo, 3 de abril de 2011

Estacionamento exclusivo para clientes do Banco do Brasil


Educação ou falta de fiscalização e punição? Os estacionamentos dos Bancos nos finais de semana em Ribeirão Preto são privatizados por churrascarias e outros tipos de comércio. O problema é que os clientes do Banco não foram comunicados sobre essa atitude, como também o próprio banco. Onde estariam os Agentes de Trânsito em um domingo tranquilo? Só para ficar claro, multas como essas é que podem educar as pessoas... multar o estabelecimento!!!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Regulamentação dos mototaxistas de RP

Ontem (22/3) foi aprovada por unanimidade a “regulamentação dos mototaxistas” em Ribeirão Preto, pela câmara Municipal (vereadores). Ainda não se sabe o que foi aprovado, uma vez que o projeto do executivo parecia projeto de urgência na câmara. Como não foi discutido com a população, pergunto em nova enquete: “você é a favor ou contra a regulamentação dos mototaxistas?”, mesmo que já tenha sido aprovado, sem o seu consentimento de cidadão.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Área central e acessibilidade

Foto da área central de Ribeirão Preto - 
parada de ônibus dificulta o deslocamento das pessoas (fluxo dos pedestres)

Hoje, 11 de março de 2011, junto com o jornal A Cidade, o Grupo Empresarial do Centro de Ribeirão Preto divulgou um informe publicitário cobrando as autoridades locais à revitalização da área central do município. Segundo o informe, há descaso da Administração Pública para com o centro, bem como muita burocracia e “blá-blá-blá que acabam minando a iniciativa” de revitalização.

Apoiamos a iniciativa do grupo (grupoempresarialdocentrorp@gmail.com). Acreditamos que a revitalização da área central começa pela questão da mobilidade, que é um atributo essencial nessa área, muitas vezes inacessível.

O espaço físico está deteriorado e a segurança é lastimável. É preciso alargar as calçadas, colocar mais bancos (nessas calçadas), investir em nova iluminação e tirar a Área Azul. É preciso criar um estacionamento público, com tarifa baixa, para eliminar todos os demais estacionamentos privados. É preciso expandir a área do calçadão e criar locais apropriados para os eventos. É preciso ter mais eventos, principalmente no período noturno. É preciso ter um terminal de ônibus urbano mais próximo do calçadão, em via exclusiva para ônibus (como um corredor) o que facilitaria o uso do transporte público. É preciso repensar todo o mobiliário urbano. É preciso fazer estacionamentos para os demais meios de transporte – como um bicicletário – e dar condições para que as pessoas possam chegar ao centro de bicicleta.

Resumindo, são ações fáceis, baratas para a Administração Pública, que revitalizaria a área central. Parabéns pela iniciativa do grupo.